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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

De Repente

De repente fiz quarenta anos;  
Repentinamente, meus passos seguiram seu rumo;  
  
De repente a vida passou num piscar de olhos;  
Repentinamente, Quarenta parabéns foram cantados;  
  
De repente deixei de ser menino;  
Repentinamente, me transformei, num pássaro livre;  
  
De repente a maçã vermelha foi oferecida pela serpente;  
Repentinamente, a comi e segui em frente;  
  
De repente o pecado passou a ser o bem;  
Repentinamente, o pecado é julgado por quem?  
  
De repente, a vitrola toca minha música preferida;  
Repentinamente, me faz lembrar do que eu esquecia;  
  
De repente a vida me faz todo o sentido;  
Repentinamente, a alegria é a minha base de viver;  
  
De repente asas cresceram em minhas costas;  
Repentinamente, sai a voar, pelos mares e suas encostas;  
  
De repente o futuro se tornara presente;  
Repentinamente, não preciso mais caminhar em frente;  
  
De repente as asas me deram o poder de também acolher;  
Repentinamente, agora eu posso escolher quem debaixo das minhas asas eu vou aquecer;  
  
De repente eu fiz quarenta anos;  
Repentinamente, mudaram-se os planos;  
  
E de tudo que se aprende aconteceu de repente;  
E o sonho que era longínquo, agora chegou repentinamente...