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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Não Tente Entender

Meu rosto hoje pálido; 
Reflete no espelho; 
Lembranças, de meu olhar cálido; 

Ventos cortantes me percorrem; 
Me esvaziando tão rápido, 
Gotas de meu suado sangue, escorrem; 

Vou quebrar os espelhos; 
Fechar as janelas; 
Acender em minha casa, todas as velas; 

Tente entender pelo que estou passando; 
A face do poeta se revela; 
Não sou humano, não choro, nem sorrio; 

Sou poeta; 
Sentado a beira do rio; 
Esperando e admirando, o pescador na canoa, com seu assovio; 

Não perco, nem ganho; 
Não bato, nem apanho; 
Hoje em dia, até o desgosto, anda, me inspirando; 

Não tente entender pelo que estou passando...