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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Venha me Visitar

Do silêncio a grandeza; 
Grande riqueza; 
Dos que não falam o que pensam; 
Mas pensam no que sentem; 

Gloriosos simplesmente; 
Não curiosos; 
Sabem que da vida; 
Basta sua própria; 

Dos ruídos que afligem; 
Sua alma intocada; 
Sua vontade entocada; 
Desejos; 

Ao longe se enxerga; 
Quando tão perto se chega; 
Chega a pensar nos sons do silêncio; 
Meu refúgio eu apeteço; 

E de sossego eu mereço; 
Sábias palavras escondidas; 
Nas folhas perdidas; 
Das poesias manchadas; 

Amo em silêncio; 
Pois do amor tenho vergonha; 
E não o conheço; 
Mas lhe respeito e tenho apreço; 

Aqui jaz eu a pensar; 
Nas mil formas que posso eu amar; 
Já que o amor ainda não conheço; 
Lhe deixo aqui meu endereço... 
… Venha me visitar.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

De mim eu Tenho Dó

Sou canto 
Que encanto 
No entanto 
De querer tanto 

Sou pranto  
Procurando 
No bagunçado armário 
Seu amor que lá eu guardo 

Sou amargo 
Sou jiló 
Homem 
De um amor só 

Entrelaçado de amor 
Um nó 
Sem amor eu fico só 
Sem amor de mim eu tenho dó... 


sábado, 11 de abril de 2015

Mais Hoje do que Ontem

Eu te amo, mais hoje, do que ontem; 
E vou te amar muito mais amanhã; 
Canela com maçã; 
Dos três mosqueteiros sou o Dartagnan; 

Touché; 
Em seu coração; 
O meu em sua mão; 
Do amor uma declaração; 

Sinto não tocar os pés ao chão; 
Sentimentos em confusão; 
Amo amar você; 
Mais hoje do que ontem; 

Mais do que mil amantes sentem; 
Amo seu jeito doce; 
Sua timidez comedida; 
A vida que achou estar perdida; 

Eu te amo, mais hoje do que ontem....




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Vontade

Eu sou aquilo que não pode ser domado; 
Um cavalo selvagem, que é ainda mais belo, correndo livre; 
Eu sou o veneno que não deve ser tomado; 
Um poeta, um poema, que a eternidade vive; 

Meu legado, é fazer, o que a minha vontade determina; 
Sou a vontade de nascer, da vida; 
Sou a quietude, que os ruídos, termina; 
O ceifar da morte com sua lâmina; 

Sou o prazer do orgulhoso que discrimina; 
O feixe de luz, que a escuridão ilumina; 
A arte que imita a vida; 
A vida que imita a arte; 

Todos os sentimentos que da vida faz parte; 
A alegria de escrever agora; 
A angústia que o peito coloca pra fora; 
A bola equilibrada no nariz da foca; 

A senhora na janela, fazendo fofoca; 
O sentimento mais sublime, que em seu coração, toca; 
O ódio do ignorante que o invoca; 
A determinação do esforço, de quem se foca; 

Sou o desprazer e os prazeres; 
O trabalhador, com seus afazeres; 
O mal querer e o bem querer; 
De todos eles; 

Sou o pensamento que te perturba; 
Sou a velhinha que atravessar a rua, você ajuda; 
O cego que não enxerga o que está a frente; 
A criança saltitante, que ganhou um presente; 

Sou a vista pro mar, pela janela; 
Sou a intelectualidade, dos exilados de capela; 
Sou pedra bruta, ou joia rara; 
Sou  samba que faz requebrar a mulata; 

Sou a lucidez ou a vida insensata; 
Do leite que ferveu, a nata; 
Cachorro de raça ou um vira-lata; 
As rimas mal feitas, da poesia barata; 

Eu sou a arte que me faz escrever; 
Sou a força que mantém a viver; 
O chute no traseiro , que lhe faz aprender; 
O amor que em seu coração, deseja permanecer; 

Sou a sanidade do maluco; 
O insensatez da normalidade; 
O carrasco, que da vida, não tem piedade; 
Sou o extermínio e a extremidade....