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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quando a Alma se Transforma em Poesia

Quando os ventos sopram; 
As almas balançam; 
Penduradas em nossos peitos por cordões de cetim; 
Alma imensa, sem fim; 

Corpo, deixa minha alma vagar pelo jardim; 
Ela esta a ler poesias; 
Ah! se meu corpo flutuasse como minha alma; 
As palavras da poesia vão e vem com o tempo, no vento; 

Quando as almas balançam; 
São os Ventos que as alcançam; 
Quando os ventos sopram; 
As almas se transformam em poesia; 

Hoje minha alma foi viajar; 
Quando eu fechei os olhos; 
Embaixo do galho onde pousam os corvos; 
Que esperam pacientes, pelo corpo vazio; 

Se a alma não volta eles o devoram; 
Quero eu desta vez, que o vento sopre o mais forte e longe que conseguir; 
Vou ler a poesia mais extensa que conheço; 
Me perco, desapareço; 

Quando a alma se transforma em poesia... 
...É o momento que, leva à ti, todo meu apreço. 





domingo, 21 de junho de 2015

Devaneios

Divago, devaneio em idílio; 
Sonho digressivo; 
Desviado pelo passeio subterfúgio; 
Cisma, meditada a ponderação; 

Ardil armadilha; 
Artifício da mente astuta; 
Engenhosa falcatrua estratégica; 
Insídia ratoeira; 

Paliativos os sonhos são; 
Alívio sedativo em atraso; 
Refúgio do acaso; 
Morada da distração; 

Atenuante, tocante emboscada; 
Enternecida piedade; 
Ideais imaginários; 
Vidas comedidas; 

Displicência da ilusão; 
Alusão ao deboche; 
Rudeza extrema; 
Desvairo o desvario; 

Louco indiscreto; 
Ser inaudito; 
Desmedido descompasso; 
Indescritível cautela; 

Divago, devaneio em idílio... 


O Último Dia

E aquele dia parecia ser o último; 
O sol brilhava; 
O dia estava lindo; 
Mas parecia ser o último; 

A quem estava acostumado a viver em uma caverna escura; 
O sol incomodava a visão; 
As pessoas que não via a muito, o cercavam por todos os lados; 
Sua barba era grande, sua vontade  nima; 

Aos poucos ia se libertando de sua prisão; 
Aos poucos, sentia o calor do sol, o calor do ser humano; 
O mesmo ser humano que o fez viver em uma caverna; 
Será eles menos cruéis agora; 

Andou por horas; 
Viveu minutos; 
Não recebeu tributos; 
Mostrou sua face ao mundo novamente; 

O mesmo mundo que o fez descrente; 
Chegou a hora; 
Anoite esta a cair; 
O  escuro retorna; 

Mas desta vez será diferente; 
Varreu a varanda; 
Acendeu as luzes; 
Perfumou a morada com flores; 

Aquele dia realmente era o último; 
O último dia; 
Se despediu de sua caverna amada; 
e fez o sol brilhar em plena noite; 

O sol brilhava; 
A noite estava linda; 

E viveu aquela noite como se fosse a última; 
Pois não soubera, se o sol que nasceu em plena noite; 
Resistiria ao nascer de um novo dia; 

E viveu aquele dia em plena noite como se fosse o último....