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sexta-feira, 26 de junho de 2015

O amor não escolhe etnias; 
Das ondas do mar se fazem as poesias; 
No tic tac do relógio; 
Do Titanic a rasgar o oceano; 

No porão do navio empoeirado vive o vagabundo; 
Que sonha, com a bela vida que levam, os lordes do mar; 
És um vagabundo, mas vagabundo, também tem o poder de amar; 
Sua malandragem o leva ao topo do mastro; 

Soberano, enxerga a tudo; 
Avista a doce donzela, e seu coração malandro cede espaço ao amor; 
Sentiu com se mil ondas o tivessem atingido; 
O vento que soprava era frio; 

Mas sua alma era quente; 
Seu amor estava presente; 
Penteou seu cabelo e colocou sua roupa mais fina; 
Convidou a bela donzela para uma festa alegre; 

E assim, como a simplicidade da vida; 
A donzela seu coração conquistou; 
Haviam muitos lugares para amar; 
Aquele navio era imenso; 

Como a paixão que crescia em seus corações; 
Percorriam lugares sombrios, frios; 
Mas sempre seguiram em frente; 
A inveja tem o poder de mover montanhas; 

E por um momento, um simples descuido; 
A montanha de gelo mostrou sua força; 
Rasgou o casco do navio imponente; 
Que rasgava o oceano sobre suas ondas; 

E o tic tac, do relógio; 
Agora contavam seus momentos de vida; 
O estalar da embarcação; 
Era como o final de um amor poderoso; 

Podia sentir a dor do navio; 
Como se desmembrassem um ser humano; 
E a donzela e o vagabundo tinham u ao outro; 
O vento era frio a água do mar congelante; 

E o vagabundo seu calor emprestou a donzela por um instante; 
Instante que durou uma vida inteira; 
Deu sua vida pelo amor; 
Pois viver sem a presença da donzela seria, como ser enterrado ainda vivo; 

Entre as ondas geladas; 
E os furtivos tubarões famintos; 
Motivados pela inveja ao amor que crescia; 
Os fez eternos; 

E de suas carnes não provaram; 
Seu amor, foi congelado por um momento; 
Para junto a lareira abafada; 
Renascer mais uma vez; 

Na mente a lembrança daqueles momentos; 
Da dança, que os uniu para sempre; 
Baila agora o vagabundo; 
Sobre as ondas do mar gélido; 

E repousa seu amor; 
Nos ventos frios que sopram; 
Os uivos se transforam em gemidos; 
Frio que sopra aquece a alma dos amantes; 

Nosso amor será eterno; 
Enquanto os ventos soprarem congelantes.... 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quando a Alma se Transforma em Poesia

Quando os ventos sopram; 
As almas balançam; 
Penduradas em nossos peitos por cordões de cetim; 
Alma imensa, sem fim; 

Corpo, deixa minha alma vagar pelo jardim; 
Ela esta a ler poesias; 
Ah! se meu corpo flutuasse como minha alma; 
As palavras da poesia vão e vem com o tempo, no vento; 

Quando as almas balançam; 
São os Ventos que as alcançam; 
Quando os ventos sopram; 
As almas se transformam em poesia; 

Hoje minha alma foi viajar; 
Quando eu fechei os olhos; 
Embaixo do galho onde pousam os corvos; 
Que esperam pacientes, pelo corpo vazio; 

Se a alma não volta eles o devoram; 
Quero eu desta vez, que o vento sopre o mais forte e longe que conseguir; 
Vou ler a poesia mais extensa que conheço; 
Me perco, desapareço; 

Quando a alma se transforma em poesia... 
...É o momento que, leva à ti, todo meu apreço. 





domingo, 21 de junho de 2015

Devaneios

Divago, devaneio em idílio; 
Sonho digressivo; 
Desviado pelo passeio subterfúgio; 
Cisma, meditada a ponderação; 

Ardil armadilha; 
Artifício da mente astuta; 
Engenhosa falcatrua estratégica; 
Insídia ratoeira; 

Paliativos os sonhos são; 
Alívio sedativo em atraso; 
Refúgio do acaso; 
Morada da distração; 

Atenuante, tocante emboscada; 
Enternecida piedade; 
Ideais imaginários; 
Vidas comedidas; 

Displicência da ilusão; 
Alusão ao deboche; 
Rudeza extrema; 
Desvairo o desvario; 

Louco indiscreto; 
Ser inaudito; 
Desmedido descompasso; 
Indescritível cautela; 

Divago, devaneio em idílio...