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domingo, 19 de julho de 2015

Poesia Semântica


Sincero, sim seria; 
Cigarro no cinzeiro; 
O quanto eu quero; 
O quanto eu queria; 

Sim será, sincera; 
Espero sempre, sempre a espera; 
O quanto queira; 
O quanto quererá; 

Singelo, sem gelo; 
Vinho doce tinto e seco; 
O quanto eu quis; 
O bem que lhe quero; 

Sim please, simples; 
Aqui estou; 
Por favor eu quero; 
Por favor queiram vocês; 

Acordo de acordo com  sol; 
As ondas batem fortes no imenso farol; 
A borra do café; 
A toalha borra; 

Que sobre as migalhas de pão; 
Sobre a mesa; 
Que pousem os pássaros; 
Como pousam as palavras na poesia; 

Começo um novo dia; 
O dia do começo; 
Hoje eu acerto; 
Façamos este acerto; 

Você duvida; 
Da dúvida; 
Ponderação nada sábia; 
Disse isso quem sabia; 

Gosto do seu gosto; 
Da força; 
Que me força; 
Óleo que eu olho esparramar; 

A fogueira a acender; 
A fumaça a ascender; 
Pegue a madeira do sexto cesto que ali está; 
É a sexta vez que erras a cesta; 

Sou feliz por ter vivido; 
E me tornado para sempre este homem... 


… Vívido. 



sábado, 18 de julho de 2015

Me Devolva

Quando eu lhe entreguei meu coração; 
Foi o momento em que; 
Eu precisava guardá-lo em um lugar seguro; 

Me devolva meu bem; 

Ele continha meu maior tesouro; 
O meu amor por tudo e por todos; 
E lhe disse, destrua o meu coração que você estará destruindo à você; 

Me devolva meu bem; 

Pois, ele sempre foi você, foi ela, foi ele; 
Nele estava escrito  um nome; 
E sem ele você não existiria mais em mim; 

Me devolva meu bem; 

Onde você o guardou; 
Está na hora de me devolver; 
Estou me amando mais; 

Me devolva meu bem; 

Estou livre; 
E quero deixá-lo livre também; 
Me devolva meu bem; 

O perigo já passou; 
Ele vai estar seguro comigo; 
Meu coração não é mais o seu; 

Me devolva meu bem; 

Liberte-o; 
Ele sabe o caminho de volta; 
Ele tem asas e voará pra dentro do meu peito; 

De onde nunca deveria ter saído; 
Existem mais pessoas precisando dele; 
Os sinos tocam, blem , blem; 

Chegou o momento... 
… Me devolva meu bem.


. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Os Segredos do Mundo

Amanheceu um dia chuvoso; 
Muito esperado por mim; 
Andei pelas ruas, e podia sentir a umidade do tecido de minha roupa, respingado pelo guarda-chuva de alguém; 
O cheiro de armário que exalava das roupas de alguns; 
Do calor dos corpos humanos ao encostarem no meu em um trem lotado; 
O vento fresco que entra pela janela e percorre meu rosto; 

Quando eu era criança podia sentir que o céu estava bem mais perto de mim; 
E é por isso que eu gosto da chuva; 
Ela sempre traz consigo o cheiro do céu; 
Ando só e a chuva tem me acompanhado; 
Como um vago trovão, anunciando a chegada da chuva para fazer-me companhia; 

Nos dias ensolarados sinto falta dela; 
Mas sinto, que ao sol não é o lugar que eu deveria estar naquele momento; 
Todos temos nossas peculiaridades, afinal, somos seres humanos; 

Este foi apenas o primeiro dia da temporada de chuva; 
Sem eu perceber; 
Nas noites antes de dormir, e assim que abria os olhos; 
Estava lá eu rezando para que fosse mais um dia de chuva; 
Me restando apenas uma certeza... 
... Que a chuva vem acompanhada, de todos os segredos do mundo.