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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Olhos Verdes

Olhos verdes como as águas cristalinas do mar; 
Encantam mais, do que, mil sereias a cantar; 
Com sua timidez comedida; 
Esperando o momento, de enfim, amar; 

Pronta a se entregar de corpo e alma; 
Àquele que se me mostrar digno; 
Sabe que um dia, encontrará; 
E que ele enxergará, muito além de seus olhos verdes; 

De encantos vive a encantar; 
Encanta-se; 
Sem mesmo querer agradar; 
Ah! Se fossem meus esses olhos verdes; 

Os olharia  sem medo do que eu iria encontrar; 
Bem la no fundo; 
Deixando o reflexo do meu olhar; 
E mostrando que também estou pronto para amar; 

Olhos verdes, é assim que quero lhe chamar; 
Até conhecer você por completo; 
É claro se me deixar; 
Guarde o que há de melhor em você; 

Para quando se sentir segura; 
Deixar, seu amor voar; 
E em meu peito pousar; 
Estou esperando; 

O amor é feito um pássaro; 
Prefere estar livre... 
… e a cantar.


domingo, 13 de setembro de 2015

Esperando Você

aquele sol esperado;  
Que chega depois do frio que soprava ardente; 
E aquelas esperadas palavras; 
Vindas de sua linda boca, sorridente; 

Te sinto mesmo ausente; 
Em minha alma, você se faz presente; 
Aqueceu o peito; 
Que de respirar estava descrente; 

Pessoas especiais, vagam mundo a fora; 
E nos fazem enxergar;  
Que viver é muito mais do que estar vivo; 
Nos desprendem do conflito; 

Do querer saber, o dia de amanhã; 
Se o beijo é doce feito a maçã; 
De que ainda existe, alguém que ame como você; 
Alguém que sabe o valor das palavras e as joga ao vento; 

Esperando que seu amor as ouça; 
A qualquer momento; 
Mesmo que eu ande desatento; 
É porque você, não me sai do pensamento; 

O quanto eu quis e o quanto eu quero; 
saber que, o que eu disse foi sincero; 
E aquele sol que, por tanto eu espero; 
Me trouxe você... 

… Como um sonho, que se torna eterno.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Me Seguir Não É Seguro

Meus caminhos são tortuosos; 
Passo por nebulosas travessas; 

Me seguir não é seguro; 

Faço o que bem entendo; 
Muitas coisas ainda não compreendo; 

Me seguir não é seguro; 

Carrego maldições; 
Em meu coração que arde e sofre separado de mim; 

Me seguir não é seguro; 

Vivo em exílio constante; 
Em dúvidas e anseios; 

Me seguir não é seguro; 

Deixo as asas da saudade encolhidas; 
Como se pudesse ouvir outras bocas chamando meu nome; 

Me seguir não é seguro; 

Recebo olhares que transbordam a alma gélida de quem me olha; 
Carrego, feita de velhas árvores, a pesada cruz que me transforma; 

Me seguir não é seguro; 

Amadureço rindo da velhice; 
Perco o compasso do círculo perfeito; 

Me seguir não é seguro; 

Perdi o que foste o melhor beijo; 
Costumo exagerar na goiabada em cima do queijo; 

Me seguir não é seguro; 

Mas se insistes; 
Ora (direis) não deixo pegadas! 

Me seguir não é seguro.