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domingo, 13 de setembro de 2015

Esperando Você

aquele sol esperado;  
Que chega depois do frio que soprava ardente; 
E aquelas esperadas palavras; 
Vindas de sua linda boca, sorridente; 

Te sinto mesmo ausente; 
Em minha alma, você se faz presente; 
Aqueceu o peito; 
Que de respirar estava descrente; 

Pessoas especiais, vagam mundo a fora; 
E nos fazem enxergar;  
Que viver é muito mais do que estar vivo; 
Nos desprendem do conflito; 

Do querer saber, o dia de amanhã; 
Se o beijo é doce feito a maçã; 
De que ainda existe, alguém que ame como você; 
Alguém que sabe o valor das palavras e as joga ao vento; 

Esperando que seu amor as ouça; 
A qualquer momento; 
Mesmo que eu ande desatento; 
É porque você, não me sai do pensamento; 

O quanto eu quis e o quanto eu quero; 
saber que, o que eu disse foi sincero; 
E aquele sol que, por tanto eu espero; 
Me trouxe você... 

… Como um sonho, que se torna eterno.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Me Seguir Não É Seguro

Meus caminhos são tortuosos; 
Passo por nebulosas travessas; 

Me seguir não é seguro; 

Faço o que bem entendo; 
Muitas coisas ainda não compreendo; 

Me seguir não é seguro; 

Carrego maldições; 
Em meu coração que arde e sofre separado de mim; 

Me seguir não é seguro; 

Vivo em exílio constante; 
Em dúvidas e anseios; 

Me seguir não é seguro; 

Deixo as asas da saudade encolhidas; 
Como se pudesse ouvir outras bocas chamando meu nome; 

Me seguir não é seguro; 

Recebo olhares que transbordam a alma gélida de quem me olha; 
Carrego, feita de velhas árvores, a pesada cruz que me transforma; 

Me seguir não é seguro; 

Amadureço rindo da velhice; 
Perco o compasso do círculo perfeito; 

Me seguir não é seguro; 

Perdi o que foste o melhor beijo; 
Costumo exagerar na goiabada em cima do queijo; 

Me seguir não é seguro; 

Mas se insistes; 
Ora (direis) não deixo pegadas! 

Me seguir não é seguro.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Encantado Luar

Dos falantes infantes sensíveis; 
A madrugar, ouvindo o som do céu; 

Estrelas falantes incríveis; 
Esnobes por natureza; 

Ostentadas por seus brilhos; 
Quanta certeza; 

Dos infantes, deverias herdar a pureza; 
A viajar com o trem da imaginação, pelos trilhos; 

Feche os olhos por um momento; 
Sinta quem sente sentado; 

Ao chão empoeirado; 
Esperando a estrela cantar; 

Encantando o luar refletido, pelo hoje, liso e lindo mar; 
Quem dera um ser humano maduro, impudico; 

Ser triunfante como um infante; 
Que mesmo estando do céu distante; 

Cantarola a melodia da estrela, com seu canto lúdico; 
Que vivas mil noites e acorde mil dias; 

Sabendo que sempre foi verdade; 
Seus momentos de liberdade; 

E sempre esteve por lá; 
A estrela a cantar; 

Encantando; 
encantado luar...