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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Não Tente Entender

Meu rosto hoje pálido; 
Reflete no espelho; 
Lembranças, de meu olhar cálido; 

Ventos cortantes me percorrem; 
Me esvaziando tão rápido, 
Gotas de meu suado sangue, escorrem; 

Vou quebrar os espelhos; 
Fechar as janelas; 
Acender em minha casa, todas as velas; 

Tente entender pelo que estou passando; 
A face do poeta se revela; 
Não sou humano, não choro, nem sorrio; 

Sou poeta; 
Sentado a beira do rio; 
Esperando e admirando, o pescador na canoa, com seu assovio; 

Não perco, nem ganho; 
Não bato, nem apanho; 
Hoje em dia, até o desgosto, anda, me inspirando; 

Não tente entender pelo que estou passando...



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Alma Minha

Subi o mais alto que consegui; 
Me disseram que minha alma mora lá em cima; 
Junto às estrelas que o céu ilumina; 


Brilha, brilha alma linda; 
Sei que ainda está perdida; 
Ao meio de tantas almas que brilham; 

Meu corpo frágil, aqui de você precisa; 
Mas se estás ai; 
Para iluminar o caminho de alguém; 

Não se apresse; 
A pesar de frágil; 
Meu corpo ainda não padece; 

Enquanto fico a lhe procurar; 
As respostas vou esperar; 
Sabe alma linda; 

Em quantos corpos meus, vai você estar; 
Não sei qual é este que lhe empresto agora; 
Minha essência a você pertence; 

Quantas vidas vou viver; 
Até você, alma linda; 
Não mais voltar; 

Sei o que buscas ai no céu infinito; 
Purificando suas vontades e razões; 
Mas sem você, meu corpo se torna aflito; 

Brilha mais forte alma minha; 
Vou sentar ao pé da arvorezinha; 
Pensando em como na sua copa vou construir minha casinha; 

Brilha, brilha, alma linda... 


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A Velha Árvore

Da mesma velha árvore; 
Nascem, frutos distintos; 
Que, outrora, eram os mesmos; 

Cada um, com seus desejos; 
Nascidos, para serem separados; 
Caídos, do galho podre; 

Tinham a mesma vista; 
Recebiam o mesmo alimento; 
 Da velha árvore, de sentimento pobre; 

Ás vezes, é melhor o fruto cair longe; 
Ser colhido e levado, para um lugar distante; 
Onde, novas árvores, se plantem; 

Talvez a velha árvore deseje, morrer só; 
Não conseguiu dar amor; 
Enraizada na dor; 

Amargurada, amargurando a vida; 
De quem, com ela conviva; 
Caiam jovens frutos, sejam levados. 

Antes que se tornem a semente; 
Da velha árvore amargurada.