Translate

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Apenas Sinta-me

Tenho sede da vida; 
Não anseio acertar o alvo sempre; 
Quero obedecer a mim mesmo; 
Não tenho senhores, não temo senhores; 

Não sou um homem triste; 
Por, meus desamores; 
São eles que alimentam a alma vazia; 
Pois, o amor é vazio, tão vazio, que cabe muita gente dentro; 

Tão cheio que transborda, A mentira que carregas dentro de ti; 
Como se pode sentir falta de algo, que nunca possuiu; 
Como se pode saber, que o espinho que perfura a carne é doloroso; 
Antes de senti-lo, na pele, na carne, cravado até os ossos; 

Somos feitos de pedaços, que foram juntados, ao longo dos anos; 
Uns sorriram mais outros sofreram mais; 
Sempre mais, sempre mais; 
Porque o mais, nos faz pensar que nada é pequeno; 

Olhem para mim; 
Eu escrevo, para ouvir minha alma chorar; 
Muitas vezes sorrir; 
Rasgo as folhas das poesias, como se precisa-se emendá-las novamente, como se juntasse a mim mesmo; 

Ainda não encontrei o motivo e o lugar; 
Onde eu não precise de motivos, onde os sentimentos escorram de mim, e os desejos não precisem de vontades; 
Não preciso que deixes o caminho livre, para mim, sei me desviar; 
Apenas não me diga vem por aqui; 

Muitos podem não me entender; 
Basta saber usar, não, a sua inteligência; 
Apenas sinta-me...


Já foste

Já foste tarde; 
Nem descobriu meus segredos; 
Sou feito de eras; 
Vou e volto, em um piscar de olhos; 

Já foste tarde; 
Nem soube, que me descubro sozinho; 
Não sinto frio; 
Pois, meu corpo é quente; 

Já foste tarde; 
Mesmo que ausente; 
Sem desembrulhar o presente; 
Sorrio mais ainda, contente; 

Quem dera foste eu; 
Como quem fostes tu; 
Sem temer as tempestades; 
E os ventos que levam embora a alma; 

Já foste tarde; 
Para amar as pessoas; 
Para escutar uma música em volume alto; 
E gritar para que todos ouçam... 
 Não confio em vocês. 

Já foste tarde. 



sábado, 19 de dezembro de 2015

Como a Fina Camada de Manteiga

Sou frágil, fino, cristalino; 
Como a fina camada de manteiga; 
Que se derrete, no pão, que acabou de sair do forno; 

Sou o pé que balança, na beira; 
Sou o fruto, do futuro; 
Delicado e bruto; 

Gentil e astuto; 
Mal compreendido, por aqueles; 
Que são donos de suas verdades; 

Não sabem de nada; 
Se afogam em suas vaidades; 
São a grossa camada de manteiga de amendoim; 

Eu vou ser a fina camada de manteiga; 
Me espalhando, pelo mundo, sem fim. 



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Não Olhe por Entre a Fresta

As verdades se mostram mentiras; 
Desafortunados e suas angustias; 
Exploradores em sua busca; 
O sol que ora ilumina, agora me ofusca; 

A vida pertence a quem luta? 
Prefiro, o ócio; 
Usufruir dos artifícios da mente astuta; 
Essa é a verdade absoluta; 

Sou do dia, o equinócio; 
Sou a hora certa, do momento propício; 
No ano novo, os fogos de artifício; 
O contrato, mesmo rasurado, que se torna vitalício; 

A verdade se tornam mentira; 
Quando se conhece, o fim da linha; 
O rei que mesmo destronado, demonstra sua simpatia; 
Reverenciando a modéstia; 

Que ora convence ora molesta; 
Aproveite a vida que lhe resta; 
A outra vida que lhe impuseram, acredite, não presta; 
Não olhe por entre a fresta...