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quarta-feira, 27 de março de 2019

O que eu não amo em você




Seus olhos encantadores a admirar me em sonhos acordados;

Caminhos inteiros;

Mas vezes atalhos;

Me perco e me acho;

Em seu corpo eu me encaixo;

Cada pedacinho seu me faz sorrir;

Me chama, me chama, até eu vir;

O que eu não amo em você;

Estou tentando descobrir...



sábado, 11 de agosto de 2018

Inebriado

Revoadas sem asas
Em águas rasas
De fundos corações
Alagado charco
De mim
Enfim
Âncora
Que sustenta
Parado o barco
Não navegarei
Hoje
Pobre de mim
Tentei
Entrar de fininho
Para não acordar ninguém
Eloquente
Inebriado
Cheguei
Silêncio Inquietante!
Falei berrante
Mas foi
O ruído
De meus passos
Que acordaram
Os pássaros
A revoar
Dentro de mim...



quarta-feira, 13 de junho de 2018

Eu Disse...

E canto e danço e sapateio 
Em ruas que passo e a poeira levanto 
E cavo trincheiras largas e fundas 
Deixando partes de mim 
Esperando que se tornem 
Um rio arco-íris em terra seca 
Negras eram as cores coloridos os corvos 
Sementes e ovos 
Caroço da gema 
Enterrei-me aos poucos 
Gritei junto aos loucos 
Eu canto eu danço eu sapateio 
Se quer me encontrar
Cave fundo
Mais fundo
Mais fundo ainda
Pois, não sou raso
Mandei minha alma fugir 
Mas a rebeldia não a deixa obedecer 
Tens vontade própria 
São tempos sombrios 
E a culpa é da luz 
Que em relógio de sol marca as horas 
O sumo da tolice 
Não me chamou Catarina, Olívia e Alice 
Mais uma vez 
Eu canto eu danço eu sapateio  
Eu disse... 


terça-feira, 9 de maio de 2017

Minhas Palavras

As emoções se escondem em linhas tênues entre o reto e o curvo;  As lagrimas transparentes se misturam as águas do rio turvo; 
Muito se esconde à quem muito se mostra;  O perfume da sua intelectualidade cheira a bosta;  Problema de quem não gosta; 
Muito se conhece de um homem, lendo o que ele escreve;  Sei que você não me conhece;  Não me admiro, meu texto, ao fundo da gaveta apodrece; 
Será que a vida realmente é um teste;  Que a moralidade de suas conquistas;  Morreu antes do que acontece; 
As pessoas me assustam cada dia mais;  São puros os cachorros e nós os animais;  Nem quero chegar perto do que um ser humano é capaz; 
Seus círculos em ciclos;  Seus palhaços sem graça;  Suas risadas falsas; 
Lambem o saco da mesmice e coçam o  da vaidade;  Piedade;  Se conhece muito de um homem, lendo o que ele escreve. 


Sou Nada

Quando olho para todas as direções da rosa dos ventos, não vejo nada;  Sou nada;  Além de minhas dúvidas e transparência de minha alma; 
Quero ser invisível aos seus olhos;  E duvidar de tudo sempre;  Quero que duvidem de mim; 
Para que minhas dúvidas, não se transformem em dívidas;  Quero deixar um legado duvidoso;  Quero que se esforcem a entender-me; 
Pois, quando souberem o que quis dizer;  Serei sim, apenas nada e meu legado morrerá;  Sou nada, além da interrogação e questionamentos; 
Quero ser redundante; 
Vou duvidar de todas as nações, costumes, poderes e pessoas pensantes, que existam, pelas infinitas galáxias;  Vou dividir meu conhecimento, para que se torne, ainda mais duvidoso;  Vou aplaudir com sabedoria, a quietude, de não quebrar o sigilo do silêncio; 
Sou nada, nasci do nada e pro nada vou partir;  Também duvido disso;  Se o nada mesmo existe; 
Não há nada à se duvidar;  E se não há mais nada à duvidar;  É porque já me tornei tudo; 
E o tudo nada é;  Me restando apenas a dúbia dúvida, se sou nada, ou, já me tornei tudo;  Deixarei tudo, me levar ao nada que sei; 
Só assim, viverei em plena paz;  Questionando, o nada de tudo...  ... E tudo de nada, ou, se são a mesma coisa.